Este ano o panorama inverte-se, as associações, sociedades científicas e até mesmo os alunos queixam-se da simplicidade dos exames este ano. Alguns chegaram a usar frases como "demasiado fácil" e de que "não havia nenhuma pergunta que distinguisse um aluno de 12 de um aluno de 18".Fiquei surpreendida com tanta polémica à volta do do assunto. Antes queixavam-se do grau de dificuldade e sobretudo da ambiguidade da correcção (que no caso do exame de Português voltou a acontecer).
A verdade é que nunca pensamos no caso inverso. Ser demasiado fácil pode facilitar a vida a alunos com médias menos boas e não valorizar os que são mesmo bons.
Mas as notas chegaram e os resultados realmente dispararam. A média nacional de matemática A, por exemplo, atingiu os 12,5 valores, um aumento de 32% em relação ao ano passado (contra 9,4 em 2007) e a B um aumento de 50%, de 7,5 para 11,4 valores.
Nuno Crato diz que "ninguém pode acreditar que os resultados traduzem uma melhoria de ensino" pois "da maneira como o ministério está a conduzir os exames" essa melhoria não se pode avaliar. E eu concordo. Facilitar os exames não sinónimo de melhoria no ensino. Mas sorte daqueles que vão entrar para a faculdade este ano que não devem ter visto a sua vida demasiado dificultada... APROVEITEM!
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