sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

May the force be with you

Há cada vez mais "aniversários" que fazem com que o ano passe mais depressa. Anos, casamentos, anos, crianças a nascer, anos, Dia do Pai, Dia da Mãe, Carnaval, anos, Páscoa, Verão, Anos, Natal, já para não falar em feriados!
Quando damos por nós, um ano já lá vai e o que parecia longíquo fica tão perto. Lembro-me muito bem de pensar: "IHHH, falta tanto para entrarmos no ano 2000". Bom, agora já lá vão OITO ANOS.
Ao falar com um amigo da minha mãe, admiti que começava a usar aquelas frases: "Estás tão crescido", "peguei-te ao colo" e todas aquelas coisas que nos diziam e que nós olhávamos a pensar: "que massacre", "Eu nunca vou fazer isto!". E cá estamos nós a fazer o mesmo. Os anos passam, esquecemo-nos que os demais também crescem, situações como esta acontecem regularmente e ficamos em estado de choque quando ganhamos consciência de que os anos estão a passar e nem damos por isso:
- Quantos anos tem o teu sobrinho? 3, não é?
- Não, já tem 7.
- Ahh, não pode! Então ainda o outro dia....
Quem nos faz sentir mais assim são as crianças, cada ano triplicam os anos... SÓ PODE! Peguei em crianças ao colo (já eu crescidinha) que estão a acabar a universidade, o quão deprimente isto é! Ainda há uns meses estava lá eu... há 66 meses, 5 anos e meio...
Ainda disse a este amigo da minha mãe que o problema não era ficar menos novo, era não ter essa consciência. Quando pensamos no que estabelecemos como objectivos há muitos, muitos anos atrás, sobretudo a nível pessoal, vemos que não está acontecer! Não é que seja grave, mau, até pode ser para um bem melhor, mas há sempre aquela sensação de não cumprir os objectivos que na altura achávamos que estavam a anos luz e que daqui até lá, tudo se iria concretizar. Por mais que seja para melhor, fica sempre aquela "coisinha"... não foi o que esperava.
Eu gosto de ter a idade que tenho, não pensem que não, mas estamos habituados a que os anos passem e há sempre novidades e como disse mais atrás, o crescimento das crianças triplica, o dos adolescentes/jovenzinhos duplica, e nós quase que paramos... continuamos a ter muitas metas por cortar, mas não é o mesmo. Sinto que há três anos atrás não era uma pessoa diferente, mas que passaram três anos... Foram bem vividos, divertidos e houve mudanças importantes, mas... não sei como explicar.
Muito me falta por viver, por aprender, saborear e provavelmente por sofrer, mas gostava que fosse como quando eramos crianças, as coisas aconteciam sem que tivesse que pensar em timings, sem que tivesse que ponderar cada passo que se dá e que a nossa vida pessoal não se completasse mais depressa e melhor com base nos objectivos profissionais.
Por isso... todos deviam ganhar ao Euromilhões, para poderem saborear a vida quando lhes apetece e não quando a conta bancária diz que sim!
Voltando à Terra, e citando os Jedis, que a força esteja convosco e que se mantenham, apesar de tudo, no caminho em direcção ao Bem, porque para o outro não vale a pena!

2 comentários:

Anónimo disse...

Há duas maneiras de ser feliz: a primeira é atingirmos os nossos objectivos, a segunda é ajustarmos os nossos objectivos ao que temos.
Por vezes somos forçados a usar mais a segunda enquanto esperamos pela primeira...
May the force be with you too!

Jean-Paul Lares disse...

Eu avisei... Hehehe